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6:50 p.m. - 2003-06-07 O belo texto abaixo foi escrito pelo
meu amigo Fábio Bianchini:
>Tem uma que eu tô pra te contar há um tempão e
foi um dos momentos mais
>lindos que eu já vivi nessa de andanças do
rock. Se bobear, o mais lindo de
>todos. Foi em Goiânia, no Bananada de 2001, a
melhor de todas as edições
>porque foi a que teve mais bandas catarinas:
Enzime, Low Tech All Stars e
>Cuba Drinker and the Hi-Fi's. Pois bem, numa
das tardes do festival,
>estávamos todos no saguão do clássico hotel
Príncipe das Trevas bebendo
>umas cervejas e conversando com o famoso
Deuselino. Lá pelas tantas, chegou
>a faxineira, viu o povo com o violão e
perguntou se alguém sabia tocar "A
>Casa do Sol Nascente", do Agnaldo Timóteo.
Nunca ouvi essa música, mas
>calculei que fosse uma versão de "House of the
Rising Sun", dos Animals, e
>falei pro Najuí, que sabia. Só que ninguém ali
conhecia a letra em
>português, então cantamos em inglês mesmo e ela
acompanhou balançando a
>cabeça e meio que mexendo apenas os lábios.
Depois, agradeceu.
>
>Mais à noite, estávamos na concentração oficial
da green-belly fumando uns,
>tomando mais umas cervejas e nos aprontando pra
ir pro lugar dos shows. Ela
>apareceu de novo. Tava limpando o corredor. A
gente, já animadinho, disse
>que tocava a música de novo, mas ela ia ter que
cantar. Depois de resistir
>um pouco, ela perdeu a vergonha e aceitou. Meu
velho, quando a negona
>soltou a voz, putaquepariu. Foi lindo. Lindo
mesmo. No final, todo mundo
>boquiaberto. A rapeize, que tava toda deitadona
e largada, se levantou pra
>aplaudir. Veio gente dos outros quartos também
batendo palma. Aí a mulher
>também abriu um sorrisão, se emocionou e contou
que cantava desde
>criancinha e esse era o sonho dela, mas sempre
precisou trabalhar e nunca
>teve incentivo nenhum. E a merda é que nenhum
de nós lembra o nome dela.
>Mas do momento, ninguém que tava lá esquece.
Foi lindo.
>
>
>
>Fábio >Tem uma que eu tô pra te contar há um tempão e
foi um dos momentos mais
>lindos que eu já vivi nessa de andanças do
rock. Se bobear, o mais lindo de
>todos. Foi em Goiânia, no Bananada de 2001, a
melhor de todas as edições
>porque foi a que teve mais bandas catarinas:
Enzime, Low Tech All Stars e
>Cuba Drinker and the Hi-Fi's. Pois bem, numa
das tardes do festival,
>estávamos todos no saguão do clássico hotel
Príncipe das Trevas bebendo
>umas cervejas e conversando com o famoso
Deuselino. Lá pelas tantas, chegou
>a faxineira, viu o povo com o violão e
perguntou se alguém sabia tocar "A
>Casa do Sol Nascente", do Agnaldo Timóteo.
Nunca ouvi essa música, mas
>calculei que fosse uma versão de "House of the
Rising Sun", dos Animals, e
>falei pro Najuí, que sabia. Só que ninguém ali
conhecia a letra em
>português, então cantamos em inglês mesmo e ela
acompanhou balançando a
>cabeça e meio que mexendo apenas os lábios.
Depois, agradeceu.
>
>Mais à noite, estávamos na concentração oficial
da green-belly fumando uns,
>tomando mais umas cervejas e nos aprontando pra
ir pro lugar dos shows. Ela
>apareceu de novo. Tava limpando o corredor. A
gente, já animadinho, disse
>que tocava a música de novo, mas ela ia ter que
cantar. Depois de resistir
>um pouco, ela perdeu a vergonha e aceitou. Meu
velho, quando a negona
>soltou a voz, putaquepariu. Foi lindo. Lindo
mesmo. No final, todo mundo
>boquiaberto. A rapeize, que tava toda deitadona
e largada, se levantou pra
>aplaudir. Veio gente dos outros quartos também
batendo palma. Aí a mulher
>também abriu um sorrisão, se emocionou e contou
que cantava desde
>criancinha e esse era o sonho dela, mas sempre
precisou trabalhar e nunca
>teve incentivo nenhum. E a merda é que nenhum
de nós lembra o nome dela.
>Mas do momento, ninguém que tava lá esquece.
Foi lindo.
>
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>
>Fábio |