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10:01 a.m. - 2005-06-23 "Olá pessoas, A coisa é simples: quando eu não me envolvo em estupidez, fazem isto comigo. Assim mesmo, fácil, fácil! Desta vez foi o Alcir, amigo do meu pai, primo da minha mãe. Homem simples, latoeiro, fala alto e tem o cacoete de dizer "Ei, ei" para ir chamando a atenção enquanto fala. Seu apelido é "Mão de Pau", tamanha a força que o homem tem. Bom, o que tem de forte tem também de bruto. Dia destes caiu uma bigorna em seu pé.... Xingou muito, mas saiu mancando.Quem viu o estrago que o ferro fez jura que teria ido para o hospital na mesma hora. Eu ainda vi os vestígios da ferida, uma coisa gigante, que ele mostra como se fosse unha encravada. (Juro que também já vi ele abrindo vidro de pepino com apenas dois dedos e ainda debochando o lazarento, dizendo que é questão de "técnica"!) Neste domingo, previsão de casa lotada para ver o Coritiba x Paraná, chego cedo para pegar lugar. Reservei para meu pai, meu irmão e o Alcir nas cadeiras de cima... Resolvi não calibrar, ver o jogo de cara limpa. Fiquei sossegada... Conversei, me comportei como uma lady. O Glorioso lotou, bonito de ver. A torcida puxava músicas e o Alcir berrava (como berrava!!) Penalti!!!!! Como todos, me levanto. Coloco as mãos na cabeça. Fui atacada pelas costas. Tive a sensação que tinha entrado numa máquina de lavar roupas por turbilhonamento, as costas estalavam e os braços se comportavam como os dos bonecos de posto de gasolina, voavam sem rumo.... Aii, Alcir!! Me largue pelo amor de Deus!!! O troglodita se emocionou e num ímpeto começou a descontar sua ansiedade no que tinha pela frente, que no caso era eu... apanhei sem merecer! O Paraná empatou... eu e minha cadeira levamos um tapão. Apanhei pela incompetência do time. Coritiba abriu novamente o placar. Tentei fugir do ensandecido Alcir, mas foi tarde: ele me arremessou contra minha própria cadeira num abraço fraternal... Aii, Alcir!! Me largue pelo amor de Deus!!! Meu joelho foi o mais atingido e ficou roxo na hora. A cadeira chegou a levantar... Apanhei pelo gol de falta... Meu compadre que estava ao lado morria de rir e previu: "Ana, em caso de goleada amanhã você não consegue trabalhar... mas não ligue, ele não sabe a força que tem... não faz por mal". Na continuação comecei a temer seriamente pela integridade física. Sem mais gols, o Alcir começou a culpar a torcida por não apoiar o time. Tentei me fingir de samambaia quando o povo todo olhava prá trás procurando o louco que reclamava tanto. Foi complicado acalmar os ânimos do Alcir! Marcamos 3 pontos e pela primeira vez não me importei de vencer pela Beijos,
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